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Dizem que sábado é o dia do sexo. Uma sexta feira veio e com ela um convite. "Filme? 21 horas amanha, tua casa? ok.". Combinado simples, adoro pessoas sem frescuras. Fui até sua casa, ele morava relativamente perto da minha. Grande amigo, com o qual as coisas podiam ir mais longe sem problemas... Vindo de outro país, era alguém por quem eu mudaria...
Alguns abraços, posições aconchegantes para assistir algo violento e sangrento, afinal éramos só nós dois.
Janta. Algo feito na hora, por ambos. Nada como cozinhar com alguém (que entende do que tá fazendo). Brincadeirinhas tolas, que todo mundo faz pra dizer o que não quer dizer. Vinho, deixa todas as situações melhores.
Música, dança, falar besteira, mais vinho. Mais música.
"Vamos ao meu apto". Gosto da minha casa, sei o que tem por lá e posso controlar todos os cômodos estando de olhos fechados. Não que eu goste de controlar, mas sei que ninguém vai entrar de surpresa como bem poderia acontecer ali...
Então tem suas vantagens morar sozinha? Ah sim, tem sim... Chegamos, a bagunça de sempre, à qual eu e ele já estávamos acostumados. Ele me conhece...
Bebidas. Chega de vinho. Música alta, chamei alguns vizinhos. 3:20 a casa voltou a estar vazia. Estávamos sós novamente. Sentamos no sofá para ver, da janela, a Lua que subia e sumia...
- Amo você. - a voz dele sempre mudava quando dizia isso... soava muito mais honesta e simples...
- Amo você também...
- Por que não estamos juntos afinal?
- Se dormirmos juntos hoje, amanha você vai saber a razão...
- Já dormimos juntos...
- Sim, mas eu sempre sai antes que amanhecesse...
- E se for sair hoje, vai para onde?
- Quem disse que vou sair?
Seu silêncio acompanhou seu sorriso. Trepamos ali, dormimos ali, acordamos ali.
Pela manha, o Sol entrava por onde ontem tinha a Lua. Acordei antes que ele, fui até a janela e fiquei ali, observando o movimento da rua lá embaixo. E pensando...
Silencioso, abraçou-me de forma amigável, beijou-me o pescoço e pediu-me em namoro.
Virei, ri e falei que ele merecia mais, o que era uma pura verdade. Beijei-o e fui para o chuveiro. Demorei o suficiente para que ele fosse embora.
Voltei para a sala e sobre a mesa havia uma carta... curta, mas suficiente.
Era domingo. E esse sábado não tinha sido comum.
Horas mais tarde ele apareceu à minha porta novamente, com uma flor amarela. "Para você secar e guardar na sua coleção... já tens rosas de mais...". Saímos para um café, de mãos dadas. Voltamos horas mais tarde por uma rua pequena e vazia...
- Não sou moça de compromisso...
- Eu sei, e me dói muito não poder ter você só para mim...
- Me desculpe
- Por ser como você é? Nunca. Faz parte do que eu amo... Mas podemos repetir os sábados, até que se tornem quartas-feiras, e por aí vai...
Deixou-me em casa, com outro de seus beijos. A semana passou e o próximo sábado seria só um sábado... muito provavelmente...
Nts, esses estrangeiros... sempre salvam nosso dia...
Lindos textos!!!!
ResponderExcluirVocê escreve bem pacas, Sil :D
Tem a coisa mais rara do mundo: sensibilidade =)
Amo você!
Beijos! =******
Né que você fez mesmo...
ResponderExcluirAgora posso saber da sua vida diminuindo tudo em 80%
HAUHAED
♥
UAHWEUAHWE
ResponderExcluirDé, amo você seu mané xD
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awrrr
brigada Isa
♥
[uh, respondendo um poco de tempo depois...]