Introdução Cap I
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Sábado, sábado é um dia fatídico. Adoro meu trabalho por ele me livrar de meio sábado. Na sexta a noite combinei algo para sábado. Tomaria meu dia todo, mesmo que o encontro fosse para as 4 da tarde, mas aceitei. A quantidade de coisas para fazer ia além do que um sábado poderia me ajudar. Fui. Brinco, calça nova, blusa preferida, maquiagem posta com cuidado a modo de parecer que não foi posta para a ocasião, casaco e tudo mais o que se tem direito.
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Sábado, sábado é um dia fatídico. Adoro meu trabalho por ele me livrar de meio sábado. Na sexta a noite combinei algo para sábado. Tomaria meu dia todo, mesmo que o encontro fosse para as 4 da tarde, mas aceitei. A quantidade de coisas para fazer ia além do que um sábado poderia me ajudar. Fui. Brinco, calça nova, blusa preferida, maquiagem posta com cuidado a modo de parecer que não foi posta para a ocasião, casaco e tudo mais o que se tem direito.
Cheguei cedo, como planejado, sentei numa mesa e comecei a desenhar. Adoro minha mania de levar comigo sempre meus cadernos. Nts, aproveite e fiz metade de um trabalho que deveria entregar na segunda. Traços fortes de mais, pf, droga. É, pois é, "droga" e não merda, caralho, puta q pariu e coisas do gênero. Hoje não podia falar palavrão. Também nada de ser tão 'piá'... nts, tarefa difícil.
Distraio-me e levanto a cabeça. Vejo-o atravessando a multidão. Sério, um rosto moldado pela altura e postura. Sorrio com o canto da boca. Ele aproxima-se e senta. Conversamos. Sua voz aveludada e quente, macia e aconchegante... do tipo que você não esquece. Sorriso lindo, seus olhos fixam-se nos meus, com uma mistura de choque e espanto. Rimos de comentários bobos sobre nada. Guardei minhas coisas na bolsa.
Entradas compradas, entreguei-lhe seu presente a caminho da sala, assim como ele entregou-me uma rosa vermelha. Creio que esperava uma menina mais... menina.
Entramos. Sentamos. Conversamos. Todas as frases eram uma desculpa para se entre-olhar e dizer em silêncio as verdadeiras intenções daquele dia. "Pera, esse braço tá incomodando...". Levantamos o braço, ficamos mais próximos. Em instantes seu braço cruzou minhas costas e sua mão segurar a minha. Senti-me uma criança. Seu modo de agir foi diferente. Sua aparência ocultava um homem doce e gentil... explícito no modo em como acariciava meus dedos... O filme era uma desculpa, mas nada aconteceu até seu fim. Segurou-me pelo braço, um comentário, uma desculpa para se aproximar e sorrir. Um beijo, um abraço e um convite.
No bar, cada um de um lado da mesa. Meus pés sobre o banco, olhos dele de espanto, eu viajando nas palavras e na vontade de sentar perto dele. Cerveja. Ele levanta. Cerveja. Senta ao meu lado, me abraça e me beija de novo.
Cerveja.
É um bom moço. Já eu, não. Não o abracei o suficiente... não comparado a o que queria.
Conta. Convidei-o para minha casa. Ele refletiu e aceitou.
Chegamos no apto. Minha casa não tava lá muito arrumada, nada muito menina. Moro sozinha, não tenho tempo, não me importo. Jantar, comida italiana, efetiva e rápida. Vinho, música, outro filme. Mais um beijo. Eu, mais a vontade, ele não... ao menos, não tanto quanto eu. Conversa. Mais vinho. Fomos para o quarto, eventualmente. Rolou, rolou.
Contei-lhe que não era meu normal, o que no fundo é verdade. Divido minha casa com pessoas especiais apenas. Ele me olhou. Parecia assustado, sentia-se culpado, como se tivesse feito algo de errado. Pedi-lhe desculpas. Ele sorriu e falou que estava tudo bem.
Adormeci com seus olhos olhando para os meus. Senti sua mão apertando a minha e ele chegando mais perto. Sorri suavemente, mas creio que na escuridão nada foi visível. Ele me abraçou, eu o abracei. Forte... a música do outro quarto, os pratos sujos na pia, a chuva ameaçante lá fora, eu nos braços dele e ele nos meus.
Acordei antes dele, já estava sem sono lá pelas 9:30... Arrumei a casa, ficou bonita. Fone de ouvido, música alta só para mim. Lavava a louça de ontem e preparava o café da manha. Senti seus braços contornarem minha cintura, um beijo no pescoço e um desejo de bom dia. Admito que não esperava nada daquilo e novamente ele me surpreendeu. Ele fazia isso com muita frequência e isso é algo que nunca acontece...
Tomamos café. Parecíamos amigos de longa data, mas nos conhecíamos a menos de um mês... bem menos que um mês apenas por mensagens escritas.
Ele tomou um banho. Assim que saiu do chuveiro, puxei-o para a cama. Rolou, rolou.
Com um sorriso significando um adeus, ele me chamou como sempre me chamara, e eu fiz o mesmo.
Ele saiu antes do almoço, dizendo até, depois de um telefonema recebido. Ciúmes? Não, só medo de perder sua amizade. Era um moço diferente, com o qual jamais teria nada duradouro, mas uma pessoa diferente... que me fez ter um ótimo sábado, independente do final.
Passei o domingo com alguns amigos e segunda chegou uma mensagem. Não muito longa, mas densa. Dizia que meu jeito o impressionou, mas não de forma boa. Pés no banco, meninas não fazem isso. Não, não levei como uma ofensa, há muito tempo deixei de me ofender. Não mudaria por ele, na verdade por ninguém. Respondi, dizendo que gosto dele por ele ser como é e que sou feliz por saber que alguém como ele exite. Desejei-lhe boa noite e bons sonhos, como sempre fizemos. Terminei meu café e fui ao trabalho.
A semana seguiu...
Homens são incríveis, seres humanos são fascinantes...
mas que dia familiar...
ResponderExcluirhaha
e ai, cadê a terceira?
Ah, não to na pira de escrever agora.
ResponderExcluirwuhwueh me fale algo seu.
Valéria tem uma vida cheia.. nts!
Esses textos tão ficando muito bons!! Como sempre :D
ResponderExcluirAh, mas sou suspeita pra falar de você há anos, haha!
Beijos, gata! Até mais! =*****
Se meninas não botam os pés no banco, imagine o resto... bah!
ResponderExcluirÓtima série (isso é uma série?). E ainda tou embasbacada com sua galeria no picasa.
Isa.:
ResponderExcluirbrigada guria! awduhawdushduha
:*****
♥
Letícia:
é, é, é uma série sim! :D
Tô com o terceiro e o quarto "prontos", só falta a revisão. Quero começar a ilustrá-los também :D
Pés no banco, nts nts nts, que coisa feia. E falar palavrão então! Absurdo.
awudhaudha
aiai...
Brigada! awehaueh tenho q dar uma "limpada" naquela galeria... e atualiza-la tbm...